Dúvida – Uso de toalhas coloridas

“Em algumas igrejas nós costumamos ver toalhas coloridas, variando segundo a cor do tempo, no Altar. Isso é permitido?”

Toalha rosa

Altar com toalha rosa… E apenas ela! Afinal, pode?

Sabemos que as toalhas no altar eram usadas desde a Antiguidade, ininterruptamente. Inclusive, ela é encontrada em todos os Ritos da Igreja e, não apenas, no Rito Romano.

Inclusive, o Missale Romanum de 1962 (Rubricae generales Missalis Romani XI, 526), ordenava que se deveria haver três toalhas sobre o altar, e com um decreto (de número 4029) a Sagrada Congregação Para os Ritos explicitou como e quais:

  1. A que tocava a mesa feita de cânhamo e cobrindo todo o tampo do altar;
  2. Uma de linho acima da de cânhamo, igualmente apenas sobre o tampo do altar;
  3. Uma terceira, verdadeiramente a toalha, que vai por cima das duas outras e, de maneira geral, cai pelas laterais do altar tocando o solo.

Porém, todas elas devem ser, obrigatoriamente, de cor branca. Há várias explicações para isso, uma delas é de que denota não apenas asseio, mas também porque o sacrário estava sobre o Altar e a cor do Santíssimo Sacramento, e a Ele associada, é a branca.

Porém, o que diz a rubrica da Instrução Geral do Missal Romano da Forma Ordinária? O número 304 nos diz:

“(…) O altar sobre o qual se celebra deve ser coberto ao menos com uma toalha de cor branca, que, pela sua forma, tamanho e ornato, deve estar em harmonia com a estrutura do altar”

Ou seja, pode-se usar a toalha colorida?

A resposta clara é que não, devendo haver uma toalha de cor branca.

Altar usando a toalha branca... E apenas ela!

Altar usando a toalha branca… E apenas ela!

Porém, há soluções para isso que não ferem a liturgia e, inclusive, podem acabar por embelezar o Rito. Vejamos algumas:

  1. Como o missal pede apenas uma toalha branca, nada impede que haja outra que não seja branca, ainda que, pareça preferível, que esta esteja abaixo, e não acima, da branca (algo que imitaria os antependia, que falaremos abaixo). Assim, por exemplo, no Tempo Comum, nada impediria que houvesse uma toalha de bom gosto da cor verde e, por cima dela, tapando todo o tampo do Altar e, provavelmente, caindo um pouco sobre ele, a toalha branca.
  2. A solução acima é bastante plausível, mas não foi usada sempre, sendo possível a partir do Concílio Vaticano II. Uma solução mais adequada a hermenêutica da continuidade é a de mudar-se o véu do sacrário (porém, nunca o preto, usa-se o roxo no lugar), como também ornar o Ambão com uma toalha da cor litúrgica e usar um véu de cálice da mesma cor. O altar, neste caso, se manteria com a cor branca e, onde fosse possível e previsto nas rubricas, com a cor do tempo.

Por fim, há a solução encontrada pela Forma Extraordinária (Vetus Ordo) que é a de usar um antependium, ou seja, uma espécie de grande toalha, mas que pende do Altar, formando-lhe como uma verdadeira vestimenta. Neste caso, também o antependium variaria segundo a cor do Tempo Litúrgico.

Altar usando antependium e, ao fundo, o sacrário com o véu, ambos com cor verde!

Altar usando antependium e, ao fundo, o sacrário com o véu, ambos com cor verde!

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